Brasil caçou seus próprios cidadãos no Chile de Pinochet, diz analista
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Em outubro de 1973, um mês depois do golpe militar que derrubou Salvador Allende, agentes da ditadura brasileira foram despachados para Santiago, capital do Chile.

Os oficiais tinham a missão de trabalhar com militares do regime, comandado por Augusto Pinochet, no Estádio Nacional, que tinha sido transformado em um campo de prisioneiros.

Entre os milhares de chilenos e estrangeiros que passaram pelo estádio, pelo menos 52 eram brasileiros —e, abandonados à própria sorte pelo Itamaraty, muitos foram torturados pelos seus concidadãos, de acordo com relatos de presos.

O episódio é uma das muitas cenas que Roberto Simon recompõe em detalhes no livro “O Brasil contra a Democracia: a Ditadura, o Golpe no Chile e a Guerra Fria na América do Sul” (Companhia das Letras).

Neste episodio, Simon explica como a ditadura brasileira tentou minar o governo de Allende, patrocinou sua derrubada e apoiou o novo regime militar em várias frentes.

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