Como Começar
Como Começar
Dec 24, 2020
A cultura que nos ajudou a atravessar 2020
Play • 42 min
Neste episódio de fim de ano do “Como começar”, o podcast de cultura do Nexo, a redação do jornal faz 20 recomendações de obras que contribuíram para deixar o ano de 2020 mais tolerável. São livros, filmes, séries, canais de YouTube, podcasts e videogames que nos trouxeram conforto, clareza, refúgio, ou mesmo uma desejada dose de serotonina no meio da quarentena.

Lista de recomendações:
- LIVRO - “Alguns humanos”, do Gustavo Pacheco (Indicação de Marina Menezes)
- LIVRO - “São Paulo nas Alturas”, do Raul Juste Lores (Indicação de Bruno Fiaschetti)
- LIVRO - “Severance”, da Ling Ma (Indicação de Fredy Alexandrakis)
- LIVRO - “Nada digo de ti, que em ti não veja”, da Eliana Alves Cruz (Indicação de Letícia Arcoverde)
- LIVRO - “Jóquei”, da Matilde Campilho (Indicação de Mauricio Abbade)
- LIVRO E FILME - “Senhor dos Anéis” (Indicação de Cesar Gaglioni)
- FILME - “Os 7 de Chicago” (Indicação de Camilo Rocha)
- FILME - “Vaga Carne” (Indicação de Natan Novelli Tu)
- SÉRIE - “I may destroy you” (Indicação de Guilherme Falcão)
- SÉRIE - “The Eddy” (Indicação de Antonio Mammi)
- SÉRIE - “black-ish” (Indicação de Yasmin Santos)
- SÉRIE - “Parks and Recreation” (Indicação de Ibrahim)
- SÉRIE - “The Office” (Indicação de Carol Souza)
- SÉRIES - “RuPaul’s Drag Race” e seus spin-offs (Indicação de Mariana Vick)
- CANAL DE YOUTUBE - “UNHhhh” (Indicação de Sariana Fernandez)
- CANAL DE YOUTUBE - “Um café lá em casa” (Indicação de João Paulo Charleaux)
- PODCAST - “Open ears project” (Indicação de Aline Pellegrini)
- PODCAST - “Tape Notes” (Indicação de Cecilia Inamura)
- JOGO - “Fall Guys” (Indicação de Thiago Araújo)
- JOGO - “A Short Hike” (Indicação de Gabriel Maia)
Rádio Companhia
Rádio Companhia
Companhia das Letras
#130 - Clube Rádio Companhia - Marrom e Amarelo
Após um ano de hiato, o Clube Rádio Companhia está de volta! O primeiro livro discutido neste episódio da nova temporada, que foi gravado de forma on-line seguindo os protocolos de distanciamento social, é “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. A apresentadora Thaís Britto recebeu para o bate-papo: Marcelo Ferroni, editor do livro; Enrico Sera, do departamento de marketing; Bruna Britto, do departamento de projetos digitais; Camilla Dias, assistente social, mediadora de leituras, docente em literatura e humanidades e produtora de conteúdo independente; e Marlon Pires Ramos, poeta, escritor e produtor cultural. * “Marrom e Amarelo” é um livro que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país. * Alerta: este episódio contém spoilers e, por vezes, apresenta interferências e ruídos nos microfones por conta da gravação on-line! * Outras referências citadas no episódio: Kindred (Octavia Butler): https://editoramorrobranco.com.br/livros/kindred-brochura-luxo/ O quarto de Giovanni (James Baldwin)i: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14483 Vanishing Half (Brit Bennett): https://www.amazon.com.br/dp/B082KH5D4M/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&btkr=1 Identidade (Nella Larsen): http://www.harpercollins.com.br/livro/identidade/ O avesso da pele: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14705 Entre o mundo e eu (Ta-Nehisi Coates): https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=28000267 Quando me descobri negra (Bianca Santana): https://www.sesispeditora.com.br/produto/quando-me-descobri-negra/ The Broken Earth Trilogy (N.K Jemisin): https://www.hachettebookgroup.com/articles/n-k-jemisin-broken-earth-trilogy-books-in-order/ Série I May Destroy You : https://www.hbobrasil.com/series/detail/i-may-destroy-you/15155/ttl767847 Série A Black Lady Sketch Show: https://www.hbobrasil.com/series/detail/a-black-lady-sketch-show/14855/ttl737811
54 min
Quarta Capa Todavia
Quarta Capa Todavia
Editora Todavia
#14 - Nós, Mulheres
"Um trabalho de recuperação quase arqueológico". É assim que Rosa Montero define seu NÓS, MULHERES (Todavia, 2020), livro que busca narrar a jornada de figuras femininas pela História e reivindicar seu protagonismo nos grandes passos da humanidade. Desta escavação, Rosa destacou a vida de algumas mulheres que representam, em sua complexidade, seus desafios e conquistas ao longo dos tempos. No primeiro episódio narrativo de 2021, o Quarta Capa te chama para uma viagem por essas histórias, algumas presentes na obra de Rosa e outras citadas pela nossa convidada especial, Giovana Madalosso, autora de SUÍTE TÓQUIO e TUDO PODE SER ROUBADO. || Para adquirir o livro NÓS, MULHERES: https://todavialivros.com.br/livros/nos-mulheres || FICHA TÉCNICA: Apresentação e edição de texto: Leandro Sarmatz| Produção: Carime Elmor e Ricardo Terto | Roteiro, pesquisa, design e edição de som: Ricardo Terto | Arte: Flora Próspero = || Vozes utilizadas no clipe final do episódio (em ordem de aparição): Sister Rosetta Tharpe cantando "Up Above My Head" sob as vozes de Nina Simone, Fernanda Montenegro, Mercedes Sosa, Marielle Franco, Angela Davis, Elis Regina, Almerinda Farias, Nise da Silveira e Chimamanda Ngozi Adichie. || Músicas utilizadas são de Kevin Macleod, Trio Metrik, Jason Shaw, Matt Legroux, DYU-note e Felipe Sarro utilizadas sob licença Creative Commons. || Este episódio também utiliza áudios de Ruth de Souza interpretando Carolina Maria de Jesus para o especial Heróis de Todo o Mundo do projeto A Cor da Cultura, da TV Brasil sobre os 15 anos da morte de Dorothy Stang e do Arquivo Nacional sobre Ada Rogato.
16 min
Pauta Pública | Agência Pública
Pauta Pública | Agência Pública
Agência Pública
11 | Meia Volta, Volver - Militares e Bolsonaro
Houve uma época, que agora parece muito distante, em que era raro termos uma declaração de um representante das Forças Armadas sobre algum assunto político. Um dos únicos que se prestava a tal era o então deputado Jair Bolsonaro, que dizia, por exemplo, que o problema da ditadura era ter matado pouco, entre outras coisas. Hoje, no governo do próprio Bolsonaro, os militares ocupam um número recorde de cargos e o silêncio foi trocado por falas, tuítes, vídeos de apoio, notas de repúdio e muito flerte com o passado que ainda não foi passado a limpo. Mas quem imagina que a situação é nova se engana. É o que nos conta o repórter Fábio Victor nesta edição do Pauta Pública, que fala como a ascensão dos militares aconteceu e aonde isso pode parar. Fábio, que trabalhou na revista piauí e na Folha de S.Paulo durante 20 anos, além de ter sido repórter especial e correspondente em Londres, traz ainda um panorama a partir da cobertura que faz do tema. Destacamos algumas reportagens que Fabio fez nos últimos anos, entre elas o célebre perfil do vice-presidente Hamilton Mourão na revista piauí, "O vice a cavalo". Além dessa, destacamos "Mal-estar na caserna", "História, volver", "Terra Desolada" e "Órfão de Moro, generais vivem sinuca com Bolsonaro". || Natália Viana apresenta um Personagem da Semana que ninguém nunca viu a cara, mas todo mundo já ouviu falar. || No Giro, saiba mais sobre os eventos de 10 anos da Pública. || Dicas Culturais no A Boa do Povo: > Andrea Dip: MIS Experience Leonardo da Vinci (https://mis-sp.org.br/mis-experience) > Thiago Domenici: Contrate Quem Luta (aplicativo) (contratequemluta.com/) > Fabio Vitor: Música "Um Frevo Feito Pra Pular Fevereiro" (PC Silva) (https://www.youtube.com/watch?v=WVRNYsoLGyE) e Livro "O Tradutor Cleptomaníaco" de Dezsö Kosztolányi (https://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=890) ||Dúvidas, desabafos, elogios (e mensagens espontâneas de carinho a Thiago Domenici): podcasts@apublica.org || O Pauta Pública faz parte da Rede Guarda Chuva de Podcasts. Este episódio utiliza áudios de Band, UOL, TV Brasil, TV Planalto e TV Cultura. ||Seja um aliado da Pública e receba o podcast na quinta: https://aliados.apublica.org/ ||||Dúvidas, desabafos, elogios (e mensagens espontâneas de carinho a Thiago Domenici): podcasts@apublica.org ||FICHA TÉCNICA|| Apresentação: Andrea Dip e Thiago Domenici || Produção: Ricardo Terto || Pauta e Roteiro: Andrea Dip, Ricardo Terto e Thiago Domenici || Roteiro e Apresentação Personagem da Semana: Natalia Viana || Edição e Mixagem Final: Ricardo Terto || Artes: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes || Trilha original composta por Pedro Vituri e Capitão Foca ||
41 min
Trip FM
Trip FM
Trip FM
Christian Dunker: BBB, Bolsonaro e saúde mental
Dono de um canal no YouTube com mais de 250 mil inscritos, Christian Dunker usa a psicanálise para falar de televisão à política brasileira Quando Christian Dunker voltou do seu pós-doutorado na Inglaterra, em 2001, tinha clara a ideia de que se entendia muito de psicanálise, mas pouco sobre Brasil. Esse retorno foi marcado pela vontade de interpretar o Brasil através da cultura do condomínio, um conceito que ele criou e escreveu em seu livro Mal-estar, sofrimento e sintoma: Uma psicopatologia do Brasil entre muros, finalista do prêmio Jabuti em 2016. O termo cunhado pelo autor diz sobre como a privatização do espaço público transforma a própria vida em formas de condomínio, com seus regulamentos, síndicos, gestores e muros, criando uma desordem que será objeto de ação clínica, mas também biopolítica. No canal do YouTube “Falando nisso”, Christian aborda temas que fazem ligação direta com a psicanálise, como filmes, livros, situações do cotidiano, política e história. A intenção é democratizar o acesso à psicanálise aos mais de 250 mil inscritos, sair dos muros acadêmicos e cativar leigos.   Em entrevista ao Trip FM, Dunker fala sobre a saúde mental pública, a postura do presidente Jair Bolsonaro e a polêmica rejeição da cantora Karol Conká no Big Brother Brasil. Ouça o programa no Spotify, no play abaixo ou leia um trecho da entrevista a seguir.  [AUDIO=https://p.audio.uol.com.br/trip/2021/2/ChristianDunkerPODCAST.mp3; IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2021/02/603959356aa18/christian-dunker-bbb21-bolsonaro-psicanalise-violencia.jpg] Trip. Eu queria que você explicasse para quem tem menos intimidade com o tema o que é a psicanálise, para que ela serve e de onde ela vem.  Christian Dunker.  A psicanálise é uma forma de tratamento do sofrimento humano pela palavra. Ela foi inventada por Freud no começo do século 19 e envolve entender de onde vieram os nossos sintomas, as nossas inibições, os nossos pensamentos recorrentes e aquilo que nos gera inquietude. É uma forma de tratamento psicológico, de psicoterapia, pois envolve abordar tudo isso a partir do processo de lembrança, mas também do processo de relação entre o analista e o paciente. Então é como se fosse uma pesquisa, uma viagem, na qual coisas vão sendo descobertas, novas perguntas vão sendo feitas. A gente poderia dizer que a psicanálise tem uma orientação dupla: por um lado ela procura reduzir o sofrimento das pessoas – o sofrimento mental, psíquico – e curar os sintomas, mas por outro ela também é uma forma de tornar a vida mais interessante, tornar nossa presença com os outros mais intensa e fazer valer uma certa excelência no viver.   LEIA TAMBÉM: Dá pra manter a saúde mental durante a pandemia? Não tem como a gente não falar de Big Brother Brasil e da eliminação de Karol Conká, que teve a maior rejeição da história do programa, palavra que por si só já carrega um peso. Queria ouvir a sua opinião sobre esse processo que tomou conta dessa artista. O que aconteceu exatamente com essa menina exposta àquelas condições? O Big Brother é um experimento, é uma brincadeira, mas uma brincadeira em torno de algo que organiza a lógica nas nossas relações, que é a exclusão. Você não está lá para ser bacana, você está lá para resistir a ser expulso e rejeitado. Isso está na empresa, está na educação, está no que a gente chama de universo da competição. Então você está ali vendo e rindo de algo que te afeta e que te faz muito mal. O que acontece é que no caso de Karol Conká isso exagerou, então o princípio da coisa ficou tão nítido que eu repudio. E repudio o fato de antes estar gostando. Mas agora que aparece de uma forma tão cristalina eu tenho que me afastar, colocando em marcha o processo do cancelamento. [QUOTE=1165] Você só cancela quem você amou antes. Você cancela porque criou uma imagem a partir de um sistema de ilusões e identificações. Você acha que é o dono daquela imagem, mas não é. Então o cancelamento é muito mais a descoberta de um dado das suas ilusões, da sua incoerência, do que o cara que te traiu. Porque você acha que as pessoas são unidimensionais e, se você colocar uma câmera de um certo ângulo, vai encontrar o pior de qualquer um. Você vê essa contradição, ela é eliminada pelo nosso funcionamento imaginário. Aí existe um outro capítulo, que entra nessa disputa com um certo conhecimento de como funcionam grupos desse tipo e fazendo uma função que a gente conhece, que é o bully, o valentão, aquele cara que deixa todo mundo com medo. E uma vez que a pessoa tá com medo, ela vê ele fazendo uma coisa errada e não fala nada, e acaba empoderando esta figura. A realidade de quarentena nos aproximou do programa porque estamos todos vivendo o nosso Big Brother particular. E quando a gente vê ela agindo dessa maneira, acaba reconhecendo a agressividade de intimidação, de violência que estão associados com a vida em estado de confinamento. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2021/02/603959418bf85/christian-dunker-bbb21-psicanalise-violencia.jpg; CREDITS=; LEGEND=; ALT_TEXT=] [QUOTE=1166] A Karol Conká representa uma espécie de colapso de um conjunto de narrativas sobre identidades. Porque se a gente olha de um certo ponto de vista, ela é uma mulher, Lucas um homem. Um homem contra uma mulher, o que neste país significa uma prerrogativa para mulher. Mas ela é uma mulher rica, famosa e poderosa, então muda a chave, é alguém rico contra o Lucas, que é periférico, alguém que não tem os códigos, que não consegue se ligar muito bem. Ele está tentando jogar, mas deixa muito claro as regras que ele quer pôr em curso. Você vai variando, né? Uma mulher negra exercendo violência sobre um homem negro. Isso é racismo? Será que aí estamos falando de racismo estrutural, aquele que toca a todos de forma transversal? Veja o curto circuito em que, na verdade, ela aparece numa forma que a gente não está acostumado. Essa conversa precisa de uma reformulação, a pensar a guerra das identidades a partir de personagens unidimensionais. A causa gay contra a causa queer, contra a causa feminista, contra o feminismo negro, contra o feminismo periférico. Como é que a gente junta tudo isso? O que está em jogo nessa trama é muito mais complexo do que esse alguém que está num lugar privilegiado e o outro está como vítima sofrendo nas mãos dos outros. A gente precisa mudar essa gramática da vítima e do carrasco, porque ela é parte do cancelamento, da lacração, é parte do negacionismo científico. Formamos, assim, um conjunto onde as oposições se desfazem, onde as polarizações mais simples ficaram suspensas. Esse é o lado legal do episódio da Karol Conká. Eu quero virar a lente para outra situação que parece ter todas as características de uma patologia grave, que é o ocupante da cadeira máxima da República, nosso presidente, Jair Bolsonaro. Qual é a patologia ali, Christian? Se é que você entende que há algo. Olha, existem algumas hipóteses sobre o funcionamento do personagem, mas eu diria que isso é menos importante do ponto de vista dos efeitos que ele acaba criando do que o que a gente chama de discurso Bolsonarista. O personagem, que administra esse discurso, cria o que eu chamaria de uma patologia social. Não é porque ele seja excepcionalmente louco, excepcionalmente perverso, que ele sofra de uma histeria grave, que ele é insalubre, é pela forma como ele consegue aliciar nas pessoas o que elas têm de pior. É a forma como ele consegue montar uma coisa que Freud chamava de uma patologia artificial, que é ir lá e dizer assim: “Você não tem ódio por algum tipo de estrangeiro? Estranho? Diferente de você? Vamos amplificar esse ódio? Vamos dirigir ele para a figura? Vamos criar uma figura comunista? Vamos criar o petista?”. Uma característica d…
Play
More episodes
Search
Clear search
Close search
Google apps
Main menu